O que fazer se seu filho sofrer um traumatismo dentário?


Por mais que cuidemos com todo carinho e com a máxima atenção de nossos filhos, ainda assim eles estão sujeitos a sofrerem acidentes. Mesmo não querendo aceitar, sabemos que tombos são comuns durante a infância e bater os dentes pode ser um momento de desespero para os pais e para a própria criança.
O traumatismo, que pode acontecer nos dentes, tecidos moles (lábios, bochecha e língua), tecido ósseo e de sustentação, exige atendimento imediato, mesmo em se tratando de dentes de leite pois estes também possuem um canal por onde passam nervos e vasos sanguíneos. Além disso, o dente permanente está sendo formado muito próximo desta raiz e somente um odontólogo poderá avaliar se a criança ficará com alguma sequela.
Portanto, o acompanhamento clínico e radiográfico torna-se indispensável por pelo menos um ano em caso de dentes de leite e até cinco anos no caso da dentição permanente. Aos papais, avisamos que mesmo os “pequenos” traumas exigem atenção.
Desta forma, alguns procedimentos são importantes para salvar os dentes ou minimizar os danos em caso de acidentes:
- Procurar um dentista imediatamente;
- Estancar o sangramento através de gaze, toalha ou até mesmo gelo;
- Em caso de mobilidade do dente ou quando o dente se desloca de sua posição, pode haver a chance de uma fratura de raiz, portanto, quanto mais rápido a criança for atendida, maiores serão as chances do dente se recuperar;
 - Se com o trauma o dente permanente cair, colocá-lo em um recipiente com soro fisiológico, leite ou saliva e buscar um dentista para reimplantá-lo imediatamente, o que aumentará as chances de sucesso no tratamento. Se o dente quebrar no meio, por exemplo, faça o mesmo procedimento;
- Se o dente “sumiu”, pode ser que tenha acontecido uma “intrusão”, ou seja, que com o impacto tenha “entrado” na gengiva. Somente um dentista poderá saber por meio de raio-x.
 
Não podemos ter o controle total de tudo o que irá acontecer com nossos pequenos, mas podemos tentar evitar esse tipo de problema que poderá afetá-los para sempre. Por isso, enfatizamos a necessidade das crianças usarem o cinto de segurança, usarem protetores bucais para a prática de esportes de risco, não deixar o bebê usar andador, aconselhar sempre o uso de escadas para entrar e sair da piscina, chamar a atenção ao correrem no chão molhado, etc.