Compensa colocar resina nos dentes?


Facetas dentárias em resina ou em porcelana? Conheça as principais diferenças entre essas duas técnicas essenciais aos tratamentos estéticos com alto poder de transformação da forma e cor de um sorriso.  Abordando pontos importantes como durabilidade e poder de transformações – e que também podem ser utilizadas para os tratamentos com lâminas e lentes de contato dental, 7 diferenças entre facetas em resina e porcelana traz todas as informações que você precisa saber antes de iniciar o seu tratamento.

 

 

1. Rapidez no tratamento

 

Corrigir e alterar muitos detalhes em um sorriso em apenas uma consulta é o ideal para muitos pacientes com a agenda apertada. Quando a técnica indicada para essas correções é a faceta em resina, a rapidez e versatilidade desses materiais encantam dentista e pacientes porque possuem excelente capacidade de rearmonização do sorriso. O fechamento de espaços entre os dentes anteriores e a restauração de pequenos desgastes pelo bruxismosão indicações às quais as facetas em resina saem-se muito bem. A diferença no tempo de tratamento entre as facetas em resina e porcelana é técnica. Enquanto as facetas em resina são confeccionadas em camada única ou múltiplas aplicadas diretamente sobre o dente pelo dentista – e em uma única consulta, as facetas em porcelana necessitam de moldagens, provisórios e o uso de laboratórios de próteses dentárias para a confecção das facetas. Em situações de urgência como casamentos ou entrevistas em empregos, é uma diferença que pode ser útil.

 

2. Durabilidade

 

As facetas em porcelana brilham sozinhas no quesito durabilidade. Feitas com cerâmicas odontológicas específicas, a capacidade de manter-se em boca mantendo as propriedades mecânicas e estéticas iniciais são muitas vezes superiores às facetas em resina – problema importante encontrado nessa técnica. Entre todas as diferenças entre facetas em resina e porcelana, essa é a mais marcante de todas.

 

Uma pesquisa realizada em 2013, na Itália, avaliou mais de duas mil facetas em porcelana com dez anos de uso e constatou que menos de 3% dessas facetas apresentavam problemas que indicavam a substituição dos dispositivos. São índices de sucesso enormes e uma diferença significante com relação às facetas em resina. Além disso, as facetas em porcelana apresentam índices de infiltração por cáries muito mais baixos do que as facetas com resinas. A durabilidade das facetas em resina (manutenção das propriedades estéticas e de forma iniciais) ficam próximas a um máximo de 2 anos, para estudos realizados com resinas de altíssima qualidade.

 

A resistência ao impacto e a cargas mastigatórias é outro ponto marcante com relação às diferenças entre facetas em porcelana e resina. Facetas em porcelana não requerem cuidados adicionais com relação à alimentação. Você pode comer sem nenhuma restrição com as facetas em porcelana porque elas não descolam ou fraturam. Já as facetas em resinas são mais frágeis que as facetas em porcelana e requerem cuidados especiais – diferença importante que pode ser resolvida, entretanto, com indicações corretas. É por isso que as facetas em resina são indicadas para recobrimentos de dentes que possuem as pontas (incisais) íntegras e necessitam de poucas modificações, ao contrário das facetas em porcelanas, muito versáteis para alterações profundas das pontas dos dentes. Nos tratamentos com facetas é comum o dentista remover a ponta dos dentes para que a porcelana restabeleça com liberdade a posição mais estética possível.

 

3. Resistência ao amarelamento

 

Depois das fraturas, o amarelamento das resinas utilizadas na técnica com facetas é o maior – e mais recorrente – problema relatado pelos pacientes. As resinas compostas amarelam, com  o passar dos anos, em taxas bastante maiores comparadas às facetas em porcelana. Cuidados com a ingestão de alimentos com alto poder de pigmentação, como vinhos, tabaco e café, e a utilização de escovas macias ajudam a diminuir a velocidade de amarelamento das facetas em resina. O amarelamento em estágios iniciais pode, em muitos casos, ser eliminado (e prevenido) pelo dentista com algumas técnicas de repolimento superficial das resinas. O amarelamento é o segundo ponto mais importante nas diferenças entre facetas em resina e porcelana.

 

O amarelamento, aliás, é uma questão importante no tratamento com porcelanas. Nos tratamentos com facetas em resina a taxa de amarelamento dos dentes pode coincidir com o amarelamento das facetas ou restaurações em resina – até que, por fim, as resinas ficam mais amareladas que os dentes naturais. Com as facetas em porcelana dá-se o contrário : os dentes amarelam em taxas muito superiores às porcelanas. Pacientes que optam por porcelanas muito claras em tratamentos com facetas são pacientes que necessita de constantes retoques de clareamento nos dentes naturais para que não apareçam grandes contrastes de cores entre dentes e facetas. Mais um ponto em que a diferença entre faceta em porcelana e resina influencia na indicação do melhor tratamento.

 

4. Resistência à perda do brilho

 

O brilho superficial das facetas é tão importante para o resultado final do tratamento quanto a cor e a forma, tanto para as resinas quanto para as porcelanas. Quando o brilho desaparece, a faceta fica opaca e destoa dos dos dentes naturais. O efeito visual é o acinzentamento desse dente. As facetas com resinas perdem o brilho porque a ação química de muitos alimentos e a ação mecânica das cerdas das escovas durante a escovação removem a lisura da superfície das resinas. O resultado: completa perda de brilho desses materiais. As porcelanas, por sua vez, são praticamente imunes à ação das cerdas das escovas e altamente resistentes à perda da lisura superficial pela ação química de muitas substâncias ingeridas durante a alimentação. Essas diferenças de resistência à perda do brilho podem não ser importantes em um primeiro momento, mas com o passar dos anos pode ser um pesadelo para o paciente.

 

5. Estética

 

Apesar da evolução recente das resinas utilizadas nos tratamentos estéticos com facetas, os resultados estéticos finais com as facetas em porcelana ainda são superiores. As porcelanas apresentam algumas propriedades ópticas que também estão presentes nos dentes naturais, como a opalescência e a fluorescência, e que permitem a mimese mais natural sob qualquer tipo de incidência luminosa. Ainda assim, os resultados finais conseguidos com as resinas são muitas vezes muito próximos aos conseguidos com as porcelanas. Até o primeiro ano após a instalação das duas técnicas, poucas diferenças estéticas podem ser notadas entre os dois materiais.

 

6. Custo

O preço dos tratamentos com facetas em resina são consideravelmente mais baratos do que os tratamentos com porcelanas. Nas situações em que tanto as resinas quanto as porcelanas estão corretamente indicadas nos tratamentos com facetas, o custo mais baixo ao paciente das facetas em resina pode ser o fator que faz a diferença na hora da escolha. A tentação pelo preço baixo dos tratamentos com facetas em resina pode tender o paciente a substituir as porcelanas pelas resinas mesmo quando essas não estão bem indicadas. A curto prazo os resultados estéticos podem ser excelentes, porém os danos futuros aos dentes que recebem as facetas em resinas podem ser preocupantes e até mesmo irreversíveis.

 

7. Resolutividade

 

A resolutividade para a técnica com facetas dentárias é entendida como a capacidade e versatilidade desses dispositivos para resolver a maioria dos problemas de desarmonia estética ou funcional que precisam ser corrigidos. Nesse sentido, as facetas em porcelana podem ser bem indicadas para todos as situações, incluindo os casos em que as facetas em resina também estão corretamente indicadas. As facetas em resina, entretanto, têm indicações mais seletivas. Exemplos das situações em que as resinas não estão corretamente indicadas são os casos de correções de pigmentação profundas, amarelamento pronunciado, desgastes excessivos por bruxismo ou correções muito extensas de forma.

 

A durabilidade maior das facetas em porcelana também implicam na sua resolutividade. Facetas em resina necessitam de substituições frequentes que podem trazer desgastes maiores aos dentes que as suportam, implicando riscos aos dentes pela diminuição constante da estrutura dental – fragilizando a estrutura dental e podendo atingir a parte mais interna do dente, a polpa dentária. Essas diferenças, analisadas uma a uma, permitem uma fácil escolha do melhor tratamento necessários para os casos indicados à técnica com facetas.